quinta-feira, 5 de maio de 2011

Minha mãe, minha pequena orquídea

Pequena orquídea colhida na seca dos campos pernambucanos. Rodeada de rochas quentes, tornou-se forte ao extremo, ao ponto de não perceber o tamanho da sua fragilidade diante da vida. Subestimando o seu corpo se encheu de doenças nas amarguras da vida e foi a própria vida que lhe mostrou várias vezes que rir sem sentir graça não faz parte do mundo dos que querem vencer, mas do mundo dos que sempre foram vitoriosos.
Minha mãe já teve o colo mais frio do calor sertanejo. Já possuiu coisas que nunca imaginou. Cansou, desistiu e seguiu sozinha por caminhos que não sabia ainda aonde iriam dar, mas não adiantava para quem com três filhos nos braços tinha que andar. Ela não podia parar. Seus pardais alvoroçados pediam comida no bico. Bateu muitas vezes duas asas ferozes para nos proteger do bico criminoso do gavião traiçoeiro.
Minha mãe. Hoje menina envelhecida. Empedernida de tanto apanhar. Pisou em pedras e espinhos que não se encontram em estradas comuns. Só no caminho dos justos e maravilhosos filhos de mães como a minha.
Se Deus trocasse teu nome serias Dona Orquídea.
A mais pura delas!

2 comentários:

bruna disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
bruna disse...

"Eu penso 99 vezes e não chego à conclusão
alguma, mas, quando paro de pensar,
surge a verdade."
(A. Einstein)

Muita sorte pra tu parabéns e que vc consiga seguir uma carreira de sucesso. bj